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Infertilidade: gerir a relação do casal

A infertilidade conjugal tem um forte impacto na relação do casal.

Escrito por  Sofia Teixeira, com entrevista a Dra. Celina Coelho de Almeida, psicóloga clínica e terapeuta de casais. Em 06 de Julho 2012. Publicado no Site: MSN Saúde e Bem-Estar. Ver Original
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Infertilidade

Infertilidade: Impacto na relação do casal

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A infertilidade conjugal é uma situação que, inevitavelmente, tem um forte impacto na relação do casal. Assim, além de cuidar o corpo e do espírito, é importante que o casal saiba cuidar também da sua relação. Aqui ficam alguns alertas e soluções.

A dificuldade em engravidar (infertilidade) é uma condição que tem um impacto psicológico e emocional vasto na vida pessoal: aguardar todos os meses para “ver se foi desta”; receber a notícia da gravidez de mais uma amiga; sair à rua e encontrar a cada esquina mães a empurrar o carrinho do seu bebé. E ainda suportar os conselhos bem-intencionados mas desgastantes de familiares ou aturar com um sorriso amarelo aquela pergunta meio acusatória: “Estão casados há 5 anos e ainda não têm filhos?” Além de todas estas situações stressantes do ponto de vista pessoal, há ainda que gerir a relação do casal que, tantas vezes, a cada dia que passa se vai ressentindo mais. A vida do casal também sofre alterações, sendo que um dos principais problemas é que no campo dos afetos a sexualidade vai ficando cada vez mais resumida à tentativa de procriação, com as relações sexuais a acontecerem não quando há desejo, mas quando há dias férteis, tornamdo-as dependentes da fertilidade / infertilidade.

A esse respeito, Celina Coelho de Almeida, psicóloga clínica e psicoterapeuta que exerce a sua atividade sobretudo na área de terapia de casais, e que se vê confrontado com as questões da infertilidade, entende que é essencial uma certa dose de humor e de capacidade de contextualização: é necessário que o casal não perca de vista que este é apenas um período da relação que, embora provoque algum desgaste no presente, tem um objetivo futuro que é desejado por ambos. Por outro lado, continua, “é necessário que o casal estabeleça um prazo para o tratamento da infertilidade, de forma a estabelecer limites razoáveis para cada um e assim evitar que a relação apenas exista em prol do processo de fertilização”.

“O desejo de ter um filho e a frustração de não conseguir tem um impacto emocional que afeta sempre a relação” diz Celina Coelho de Almeida. De acordo com a psicoterapeuta, é essencial saber gerir este stress e angústia para evitar o afastamento emocional ou conflitos.

O percurso destes casais não é fácil: a juntar à frustração de não conseguir ter um filho, são exames atrás de exames em busca de um diagnóstico – o que muitas vezes acaba por ser sentido como uma busca por um ‘culpado’ da infertilidade que afecta o casal–, divergências de opinião e de expectativas, diferentes níveis de entrega ao projeto parental, custos com consultas e tratamentos médicos.

Porque não tirar um fim-de semana para ir para fora fazer um programa diferente? Ou aproveitar uma fase mais tensa para fazer uma surpresa agradável ao outro? É importante que cada um dos membros do casal consiga colocar-se na posição do outro e para conseguir fazer isso é preciso saber o que o outro está a sentir.

Assim, é importante que o casal, a caras com a infertilidade, converse sobre o assunto, partilhe o que está a sentir e respeite a forma como o outro lida com a situação e com a sua frustração, “isto para que possam encontrar um no outro o suporte afetivo necessário para ultrapassarem os momentos mais difíceis.”, diz a psicoterapeuta de casais.

Quando o casal não consegue falar no assunto sem que termine em discussão, a necessidade de desabafo e de suporte afetivo passou do companheiro para terceiros e parece não existir mais nada entre ambos, além da tentativa de engravidarem, é definitivamente altura de procurarem ajuda: de acordo com Celina Coelho de Almeida, estes são sinais de que a crise está instalada.

Mas lembre-se, esta crise não é uma inevitabilidade e, ainda que aconteça, não é necessariamente má. Na verdade, há casais cuja relação melhora substancialmente depois de passarem por fases menos boas. As condições negativas acabam por fazer com que haja uma aproximação, reforço dos laços e acabam por ultrapassar a situação tornando-se um casal muito mais unido.

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