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Guarda dos Filhos e o Natal -Revista Notícias Magazine 21 de Dezembro de 2014

Até que o Natal nos separe

Artigo DN capa 001Tudo o que quero neste Natal és tu.

Depois da separação do casal, é preciso reinventar as tradições da quadra e assumir que o Natal não voltará a ser o mesmo. Mas que pode ser feliz na mesma.

DICAS ÚTEIS

Celina Coelho de Almeida

Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta

  • O desconforto e a tristeza de não poderem ter os filhos no Natal é um problema que apenas diz respeito aos pais. Em nenhum momento as crianças devem sentir essa sobrecarga emocional que, inconscientemente, as fará sentir culpabilizadas por deixar o pai ou a mãe sozinhos.
  • Não deve ser a criança a escolher com quem passa o Natal. É uma responsabilidade demasiado grande para ela ter de escolher e só provoca sentimentos de culpa e angústia.
  • Ainda assim, os filhos devem ser ouvidos para que cresçam num ambiente de partilha, sentindo que as suas opiniões contam e os seus sentimentos são tidos em consideração.
  • Com alguma antecedência, e sem conversas sérias, o tema deve ser introduzido como um dado adquirido. Por exemplo: “Este ano o natal é em casa do pai. Ele vem buscar-te no dia X e traz-te no dia Y. E depois fazemos um Natal cá em casa”.
  • Combinem uma altura do dia em que o progenitor que não vai estar presente possa telefonar para dar um beijinho. Uma conversa simples, sem perguntas elaboradas, com o objectivo de deixar a ideia que , mesmo quando longe fisicamente, estão sempre ligados emocionalmente.

ARTIGO DA NOTÍCIAS MAGAZINE

Quase todos sentimos que há mais no Natal além da magia associada à quadra. Muitas vezes envolve stress, jantares com aquele primo inconveniente que não adoramos, correrias para cumprir horários, balúrdios gastos com presentes que vão acabar esquecidos. Mas os ex-casais com filhos têm mais coisas para gerir: acordos de regulação de responsabilidades parentais, a dor de não poderem estar com os filhos , a solidão forçada, etc. e há que fazê-lo de cara alegre, porque ter filhos implica -também- a responsabilidade de fazer o necessário para que não fiquem contagiados com os nossos próprios dramas.

Em 2013, segundo a Portdata, em cada cem casamentos houve 70 divórcios. E, de acordo  com os dados disponibilizados pelo Ministério da Justiça, em 2013 deram entrada nos tribunais portugueses de primeira instância 16 510 processos de regulação das responsabilidades parentais. Mas o número de crianças que passa o tempo entre duas famílias é bastante maior: muitas permaneceram à margem das estatísticas porque os pais fazem acordos verbais que não passam pelos tribunais.

A divisão do tempo no Natal está presente na maioria dos acordos de regulação das responsabilidades parentais. “A prática mais comum é a divisão das duas semanas de férias entre pai e mãe, uma para cada um, e a divisão do dia de consoada e do dia de Natal”, explica o advogado Rui Alves Pereira. “Um dos dias como pai , outro com a mãe, alternando no ano seguinte.” Mas há muitas exceções. “Há famílias que optam por dividir, de forma a que a criança fique na semana do Natal com um e no Ano Novo com outro. Sobretudo em situações em que estão envolvidas viagens longas, em que há tradições familiares particulares que são mantidas ou quando um dos pais tem uma profissão por turnos, como os médicos ou pilotos.” O importante de acordo com o advogado, é que tudo  fique escrito no acordo. “Muitas vezes quando fica em aberto acaba por gerar desacordo .

E estes problemas de falta de diálogo e de receios só podem ser ultrapassados por outros meios, como o recurso à mediação familiar.” Um dia ou dois num ano que tem 365 dias não parece muito, mas o simbolismo da data e a tradição familiar tornam este afastamento particularmente difícil. “O sentimento de tristeza pode ser atenuado se os pais tiverem em conta a felicidade que os filhos terão por poderem passar uma parte do Natal com os outros familiares de quem também gostam”, diz o psicólogo Nuno Cristiano de Sousa. “É importante que cada um dos pais aceite naturalmente que os filhos amam outras pessoas, esmo que seja aquela que , enquanto cônjuge, se deixou de gostar. É uma pressão muito triste para uma criança sentir a culpa de magoar um dos pais quando está com o outro.”

Em contraponto, a tentativa de, no Natal, o ex-casal se juntar na celebração em prol dos interesses dos filhos, pode não ser uma opção tão acertada. “Embora as relações de amizade entre pai e mãe após o divórcio sejam positivas para as crianças, pode tornar-se confuso para elas interiorizar a nova estrutura de vida quando, por um lado há uma separação, mas por outro, há rotinas de casal.” Os direitos da criança devem ser colocados em primeiro lugar, é certo, mas isso não significa que os pais se anulem. “Não é saudável para nenhuma das partes forçar-se uma dinâmica de casal quando esta já não existe.”

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